Segunda-feira, Agosto 20, 2007



Quando nossos olhares, a qualquer hora do dia ou da noite, se cruzavam, as nossas mãos avançavam. Tudo se tornava promessa e o tempo seguinte era arrancado do tempo do mundo...
Inventávamos as nossas horas, os nossos minutos, os nossos segundos.
Esse novo tempo, diferente, só meu e dele, era preenchido somente pela duração de um desejo igual que se renovava incansavelmente, inexoravelmente, para retomar os mesmos corpos e neles descobrir o inesgotável prazer da existência.
Mesmo se, às vezes, sem fôlego e cobertos de suor, descansávamos alguns minutos, em seguida nos lançávamos à reconquista um do outro, como se o nosso desejo de prosseguir essa descoberta infinita dos nossos territórios produzisse a anfetamina milagrosa capaz de eliminar o cansaço.
Eu sabia, e ele também, que tal encontro de corpos era raro.
Mágica, essa fusão nos surpreendia tanto quanto nos assustava e quando percebíamos o cair do dia, cuja marcha se fizera por todo o universo sem nós, separávamos nossas pernas e nossos braços como gêmeos tristes, infelizes de ter de continuar a viver separados, afastados, eu e ele, por um abismo de alguns centímetros.
Eu morro de saudades...

Assim como morro de saudades de vir aqui e visitar todos os meus amigos queridos. Ando ausente, eu sei. A correria do dia-a-dia impede-me de manter essa casa em ordem e em dia, mas prometo aparecer sempre que possível.
Desejo uma semana linda, repleta de coisas boas, com muito amor e paz.
Beijo na alma...


Rô, parabéns pra ti, tudo de bom, saúde, paz, amor, grana e toda a felicidade do mundo! Você merece muito mais!!!

# Ao som de: Paolo Nutini: Last request

Escrito por Lindinha às 4:45 PM
Ou Aqui...



Os espinhos que me feriram, foram produzidos pelos arbustos que plantei.

Byron


Nome: Lindinha
Idade: 34, muito bem vividos!
Cidade: Porto Alegre - RS

Uma mulher comum...
Sou tantas que mal consigo me distingüir.
Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção.
Num piscar de olhos fico terna, delicada.
Sou muitas mulheres numa só...
(Divã - Martha Medeiros)


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